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Este blog é o resultado da pesquisa realizada pela equipe Identidade Administrativa para O PPI( Projeto Profissional Interdiciplinar) da Faculdade Sumaré,orientada pelo professor Fernando Padilha Santiago, e tem como objetivo abordar o tema O Papel do Administrador nas Organizações Sustentáveis. Componentes: Carla, Kaique, Kelly, Luciana e Salatiel.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Administradores sonhando alto

7 construções verdes do futuro
China quer "Vale do Silício" verde

Nessa reportagem podemos ver projetos de construções gigantescas e totalmente sustentáveis em alguns Países.

Achei interessante essa reportagem, pois mostra como administradores de escritórios, empresas de arquitetura e etc., estão querendo renovar, construindo cidades, portos, edifícios e etc. totalmente sustentáveis, é lógico que são pensamentos ambiciosos para o futuro e que depende de muita coisa para tirar do papel tais projetos, mas quem sabe, com um planejamento tudo é possível, pois recursos e investidores não faltam para esses países.

Quer saber mais sobre as 7 construções vendes do futuro e quais são os países que estão com projetos acesse:


Postado por Salatiel P. Junior

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os bancos e a responsabilidade ambiental.

Os bancos costumam atrair nossas atenções para o bem ou para o mal. é; Eles exercem mesmo um papel muito importante no nosso dia-a-dia; podemos falar que eles representam o combustível da economia. Mas agora vem a pergunta: e qual a relação entre economia e a responsabilidade ambiental? Nessa questão podemos dar um exemplo de um banco que está conseguindo entrar nessa nova onda de sustentabilidade nas três dimensões social, ambiental e econômica. O Citi Bank.
Nessa questão o Citi está um passo a frente dos demais, os seus administradores estão realmente preocupados com essa conciliação entre responsabilidade ambiental e crescimento econômico; antes de iniciar realmente vou falar o lema deles só pra vocês terem um ideia de como eles levam a sério:
● ecologicamente correta.    ● economicamente viável.     ●socialmente justo. ● culturalmente diverso.
Em 2006, O Citi Brasil - com o apoio do Uniethos-fez um autoavaliação e definiu diretrizes e metas para fomentar questões de sustentabilidade na organização. As iniciativas têm como pilares estratégico a educação financeira, diversidade de finanças sustentáveis e investimento socioambiental. O alinhamento se destina a gerar benefícios econômicos, ambientais e sociais.
■ Na área ambiental, o Citi investe em empreendimentos sustentáveis por meio de alianças com organizações não governamentais ambientalista. Os parceiros são entidades responsáveis por gerir projetos de preservação e recuperação da Mata Atlântica, promovendo atividades atreladas ao desenvolvimento socioeconômico de comunidades. O Citi Brasil passou a ser signatário do pacto pela restauração da Mata Atlântica e a conservarão da biodiversidade.
■ Na área social, a diversidade é uma questão estratégica para o Citi e têm especial ênfase no Brasil, um pais formado por pessoas com característica distintas, diferentes etnias, culturas e informações. O Citi acredita e por isso que possui política de inclusão social que dão oportunidade e favorecem a descoberta de novos talentos. Um dos principais destaques da política de diversidade é o projeto Somar. Realizado em parceria com o colégio Paulicéia e a Associação para valorização e Promoção dos Excepcionais (Avape) visa a contratação de deficientes. É a chamada inclusão social.
■ Na área de finanças, para contribuir efetivamente com o desenvolvimento sustentável, é preciso incorporar a analise dos aspectos sociais, ambientais e econômicos as práticas de gestão da organização. A tarefa é complicada e exige uma profunda mudança; por isso que o Citi resolveu criar novos produtos e serviços, lançamento do CDB Verde é um investimento no projeto conectividade, que está reconectando uma área de 26 mil hectares da floresta da Mata Atlântica, área de habitat do mico – leão – dourado. Um outro destaque é o cartão Credicard instituto Ayrton Sena e também investimentos no setor de energia renováveis.
Bem agora com esse grande exemplo que o Citibank nos deu, podemos entender a relação entre crescimento econômico e preservação do meio ambiente.

kaique braga
fonte: revista Espm volume17 edição nº1janeiro/fevereiro2010

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Administradores investindo nas oportunidades (Produtos Sustentáveis)

Fabricantes investem no mercado de 'sacos de lixo ecológicos'


Nessa reportagem podemos ver que os sacos de lixo “mais verdes” chegam a custar muito mais caro que a sacola tradicional “sacolas de lixo ecológicas”. Com o fim da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados conforme a nova lei no estado de São Paulo (Associação Paulista de Supermercados (Apas) assinou um acordo com o governo do estado de SP prevendo o fim da distribuição de sacolinhas descartáveis até 25 janeiro de 2012), as fabricas de sacos de lixos estão vendo oportunidade para ganhar dinheiro com essa nova lei.
Os fabricantes têm muitos tipos como: reciclado, 100% renovável, biodegradável, compostável e hidrossolúvel, que já estão sendo oferecidos no mercado, exemplo é a Extrusa-pack, está colocando nas prateleiras dos supermercados sacos biodegradáveis e compostáveis (que podem virar adubo). A tecnologia desenvolvida pela Basf leva amido de milho na composição. Segundo o fabricante, o produto se decompõe em poucos meses sem deixar substâncias tóxicas no solo. O saco feito a partir dessa matéria-prima é cerca de 30% mais pesado. Já o preço chega a ser até seis vezes maior que o do plástico comum.

Neste caso, o Administrador esta vendo que esse é o momento para investir nos seus Produtos Sustentáveis para aumentar sua venda e ter mais lucros.




Postado por Salatiel Junior

domingo, 22 de maio de 2011

Organizações Sustentáveis

http://www.organizacoessustentaveis.com.br/


veja no site citado acima alguns exemplos de organizações sustentáveis.


 Kelly Roberta.

Sustentabilidade, você sabe o que significa?

http://www.youtube.com/watch?v=Te9vVi_hfbU

Como pode ser  visto no vídeo acima, quase ninguém soube responder com clareza o que é sustenbilidade, então assista o vídeo e esclareça suas dúvidas, faça seu comentário para que possa ajudar as outras pessoas a também entender o que é SUSTENTABILIDADE.


Kelly Roberta.

Atuação Externa do Administrador na Sustentabilidade Empresarial

O administrador tem inúmeras funções nas empresas, mas quando se trata de sustentabilidade corporativa, o principal papel que ele exerce é o de liderar as pessoas, persuadí-las ao invés de dar ordens. Além disso ele deve ser atuante internamente e externamente. Estão listadas abaixo algumas das principais funções do administrador com relação ao ambiente externo da organização:
  •  Conscientizar e convencer sobre a importância da sustentabilidade empresarial
  •  Relacionar-se com pensadores e divulgadores da sustentabilidade
  •  Fazer com que o (os) departamento (os) de marketing e comunicação posicionem a empresa com foco na sustentabilidade
  •  Buscar tecnologias e métodos de trabalho que reduzam impactos sociais e ambientais e tragam retorno financeiro mesmo que a médio ou longo prazo
  •  Incentivar e liderar a participação da empresa em atividades ligadas à sustentabilidade empresarial
  •  Representar a empresa junto ao governo e outras organizações ligadas à responsabilidade social e ambiental.
  •  Fazer da sustentabilidade empresarial "arma" para a publicidade e marketing da empresa, criando um ponto forte em relação aos concorrentes.
       Luciana Ferreira
   
Finanças Sustentáveis
Entrvista com o Socio Diretor da Consultoria Finanças Sustentaveis - Cássio Trunkl

A entrevista ajuda a melhor entender sobre sustentabilidade no setor financeiro.
Por Salatiel P. Junior
1º Virada Sustentável de São Paulo – 04 e 05 de Julho


Informação importante para quem esta respirando sustentabilidade, esse assunto não esta ligado diretamente com o conteúdo do Blog que é o Administrador nas Organizações Sustentáveis. Mas achei a informação importante para estar divulgando.

A 1º Virada Sustentável de São Paulo esta previsto para os dias 4 e 5 de julho, que terá mais de 300 atrações, em 60 locais diferentes da cidade de São Paulo. Entre elas estão 7 parques, museus, estações de metrô, shoppings, cinemas, livrarias, além de outros pontos, como a Pinacoteca da Estado, o Mercado Municipal e a Estação Ciência.

No sábado, dia 4, a programação acontecerá das 8 horas até a meia-noite, e domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, das 8 horas às 20 horas. Todas as atrações serão gratuitas. A abertura será nos parques, entre eles o Ibirapuera, o Villa-Lobos e o da Água Branca, com sessões de meditação e ioga, a partir das 8 horas de sábado.


Mais informações acesse o link:

Por Salatiel P. Junior - em 22/05/2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

PROJETO PAPA-MEL: UM EXEMPLO DE SUSTENTABILIDADE SOCIAL ECONÔMICA E AMBIENTAL.

Os níveis de sustentabilidade social, ambiental
e econômica dos beneficiários do Projeto
Papa-Mel: uma aplicação metodológica.

RESUMO: O projeto Papa-Mel, realizado no Município de Rolante (RS), entre os anos de 2000 e 2005, criou oportunidades para que um grupo de agricultores familiares voluntários fosse beneficiado. O presente trabalho delineou o perfil dos agricultores beneficiários do Projeto e averiguou seus níveis de sustentabilidade social, ambiental
e econômica, sob uma ótica agroecológica.
Utilizou-se uma metodologia que permitiu
o uso de indicadores para a análise dos resultados e que possibilitou uma visão sistêmica da realidade. Os resultados foram demonstrados em gráficos do tipo radar e possibilitaram identificar os diferentes níveis de sustentabilidade dos beneficiários. Verificou-se que o Projeto Papa Mel criou as bases que poderão contribuir para a geração de incrementos significativos nos níveis de sustentabilidade desses agricultores.
PALAVRAS–CHAVE: Projeto Papa-Mel, desenvolvimento sustentável, agricultura familiar,
agroecologia.
 INTRODUÇÃO
“Destruam as cidades e conservem os campos e estas ressurgirão. Destruam os campos e conservem as cidades e estas sucumbirão”. Abrahan Lincoln
 verificação isolada de um elemento tem pouca validade quando se deseja abordar situações que tracem o perfil de um agricultor. A sua própria natureza e essência é indestacável do sistema como um todo, composto por inúmeros componentes.
Portanto, a tentativa de traçar um esboço da realidade dos agricultores não deve abster-se de cercar a questão com um mínimo de componentes que tenham interfaces e que sejam multidisciplinares.
Desta forma, este trabalho pretende analisar sistemicamente a situação dos agricultores beneficiários do
Projeto Papa-Mel, a partir da verificação dos níveis de sustentabilidade social, ambiental e econômica dos mesmos.
O Projeto Papa-Mel foi desenvolvido no município de Rolante (RS) e teve como pressupostos a recuperação de áreas ambientalmente degradadas na micro-bacia do
Arroio Areia. Este projeto foi fundamentado a partir de uma série de intervenções pontuais, entre as quais, a recuperação de áreas desmatadas, o estímulo ao uso

O Projeto teve como objetivo a recuperação de áreas degradadas sustentado de recursos florestais, o envolvimento das mulheres das comunidades, o incremento financeiro para a família rural e o despertar da consciência preservacionista da população.
Com o Projeto ora concluso (dezembro de 2005), procura-se, com este estudo, verificar o quanto a organização e a estrutura dos agricultores beneficiários vêm contribuindo para o incremento nesses três níveis.
 O PROJETO PAPA-MEL
No ano de 1997, assolada por uma forte crise financeira, a Administração do município de Rolante decidiu articular parcerias, deflagrando um movimento de busca de alternativas para o município. Instituições como a Emater/RS-Ascar tiveram enorme relevância no levantamento dos problemas, nos aconselhamentos técnicos e na execução do Plano Municipal surgido desde então. Um DRP (Diagnóstico Rápido Participativo), articulado junto ao Conselho Municipal de
Desenvolvimento Rural e realizado por ela retratou a realidade do momento crítico, originando dados para que novas estratégias pudessem ser ajustadas àquela situação. Uma das primordiais questões levantadas era de como envolver a comunidade para que a Mata Atlântica rendesse financeiramente sem que fosse destruída.
A iniciativa da Prefeitura Municipal de Rolante culminou, entre outras ações, em 1997, com o encaminhamento da primeira versão do Projeto Papa-
Mel ao Programa Piloto de Conservação das Florestas
Tropicais do Brasil (PPG7), subprograma Projetos
Demonstrativos (PD/A). Até janeiro de 2000, quando foi assinado o convênio, o projeto passou por diversos ajustes para chegar a uma versão definitiva. Foi o primeiro projeto do Rio Grande do Sul aprovado neste
Programa do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Basicamente, este projeto objetivou recuperar áreas desmatadas, estimular o uso sustentado de recursos florestais, envolver as mulheres das comunidades, propiciar um incremento financeiro para a família rural e despertar a consciência preservacionista da população.
A duração do projeto foi de janeiro de 2000 até dezembro de 2005. Inicialmente, 30 famílias foram beneficiadas, mas com o passar dos anos centenas de munícipes se beneficiaram indiretamente.
Rolante é um município brasileiro, pertencente ao
Estado do Rio Grande do Sul, com uma base territorial de 296,99 Km² (IBGE, 2001). Localiza-se a uma latitude de 29º39’02" Sul e a uma longitude de 50º34’33" Oeste, estando a uma altitude de 38 metros acima do nível do mar. A população estimada pelo IBGE em 2005 era de
20.627 habitantes. O município dista aproximadamente 100 km de Porto Alegre e localiza-se na microrregião colonial da Encosta da Serra Geral, tendo como municípios vizinhos:
Taquara, à oeste; Riozinho, à leste; Santo Antônio da
Patrulha, ao sul e São Francisco de Paula, ao norte. Rolante apresenta um IDH de 0.778 e um Idese de 0,668.
 METODOLOGIA
A pretensão deste trabalho é de contribuir com o debate em torno da temática do desenvolvimento sustentável, aplicando uma metodologia criada para averiguar os níveis de sustentabilidade em uma determinada realidade (beneficiários do Papa-Mel).
Conforme esta metodologia, os dados serão trabalhados em ajuste com um conjunto de indicadores ambientais, econômicos e sociais adaptados para este trabalho. A quantificação dos indicadores permitirá a
plotagem dos resultados das entrevistas em gráficos do tipo radar. Optou-se por adaptar o modelo proposto por
Barbosa Lopes e Almeida (2002), em que o cálculo dos
Índices de Sustentabilidade (IS) é feito a partir da média harmônica dos valores médios (padronizados) registrados por indicador. Nesta metodologia cada um dos eixos do gráfico corresponde a um dos indicadores, cujos aumentos de valores significam maiores índices de sustentabilidade e a média harmônica dos registros padronizados de todos os indicadores será o valor do índice.
A metodologia utilizada para os aferimentos esteve posicionada dentro da perspectiva do observador, cujas bases epistemológicas são agroecológicas. Dessa forma, por exemplo, será considerado pouco sustentável o agricultor dependente do uso de insumos químicos.
Outros paradigmas poderiam não considerar fatores, como os anteriores, prejudiciais à sustentabilidade.
Desta forma, decide-se, como caminho para interpretação e análise dos resultados deste trabalho, utilizar paradigmas semelhantes ao que inspirou a elaboração do Projeto Papa-Mel. Este trabalho regulamentou-se em respeito à ética da Permacultura.
Mollinson (1998) pontua a Ética da Permacultura no cuidado com a terra, cuidado com as pessoas, distribuição do excedente, a ética da vida e a cooperação.
Dentro dessa ética permacultural, reduz-se a margem de erro na interpretação dos resultados. Assim, os limites evidenciam para onde o observador deve dirigir a sua análise e o quão pontuais serão seus dados.
 REVISÃO DE LITERATURA
Em meio a tantos estudos e pesquisas que abordam a temática do desenvolvimento, esse amplo conceito vem se modificando com o passar do tempo, na maneira de ser entendido pelos diversos autores.
Como se viu repetir na história da humanidade, e de todo o mundo natural, o desenvolvimento de um pode significar a extinção de outro. Ely (1992) cita que não pode haver desenvolvimento se este não for sustentado, auto-sustentado e integrado. Entende-se isso como a constante melhora e manutenção do bem-estar das gerações do presente, se estendendo para as futuras, em uma integração harmônica entre sistemas político, social e natural, reproduzindo qualidade ambiental para o pleno desenvolvimento integral do ser humano, seja do ponto de vista biológico, social e psíquico.
O desenvolvimento, então, é entendido com uma visão holística, integrada e sistêmica (ELY, 1992), que permite ao observador posicionar-se em ângulos de visão diferentes (e até antagônicos) para aumentar a qualidade de seu trabalho e demonstrar imparcialidade, em bem da verdade, principalmente em temas controversos e novos, como os abordados nesta pesquisa.
Conforme Belato apud Zamberlam (2002), a
Revolução Verde é o período marcado por geração de conhecimentos tecnológicos destinados à agropecuária do mundo inteiro e sistematizado em pacotes tecnológicos, abrangendo a área química, mecânica e biológica. Pensar em desenvolvimento sustentável a partir desses avanços tecnológicos tornou-se difícil, pois todas essas tecnologias debruçam-se sobre uma base energética exaurível, baseada fundamentalmente no petróleo.
Ruscheinsky (2004) complementa que a sustentabilidade consiste num conceito bastante amplo e admite variações de acordo com interesses e posicionamentos, além do que ainda é recente e, por isso mesmo, sujeito às ambigüidades e dilemas quanto ao seu uso e significado. Entre cientistas e formuladores de políticas públicas, a sustentabilidade costuma ser sinônimo de controvérsia.
Para a Global Footprint Network apud Jara e
Rodrigues (2004), sustentabilidade é uma idéia simples, baseada na identificação de quando os recursos são consumidos mais rapidamente do que eles são produzidos ou renovados. Em um mundo sustentável, a demanda da sociedade na natureza está no contrapeso com a capacidade da natureza se encontrar com essa demanda.
Quando as demandas da humanidade de recursos ecológicos excedem aos que a natureza pode continuamente fornecer, se apresenta o denominado
“excesso ecológico”.
Cientistas como Lomborg apud Caetano (2002) afirmam que dados da ONU apontam um Planeta Terra que nunca esteve tão bem. O estatístico Lomborg mostra o mundo com menos fome, florestas preservadas, expectativa de vida superior, etc., e que organizações sensacionalistas manipulam dados explorando imagens de casos isolados para impressionar a população e conduzir seus interesses, principalmente na exploração de recursos escassos. Com isso, evidencia-se muita polêmica e complexidade em torno do tema sustentabilidade.
Freitas e Mesquita (2004) acrescentam que, analisando-se a temática da sustentabilidade, identificase o caráter complexo que possui, observável nas várias dimensões que abrange: sustentabilidade econômica, ambiental, social, política, ética, cultural, etc. Essas dimensões de ordem multidisciplinar se inter-relacionam e se influenciam mutuamente, o que indica a parcimônia que se deve ter quando da análise das mesmas.
É exatamente essa complexidade, multidisciplinaridade e inter-relação que sugerem uma metodologia de análise dos dados que permita a mensuração, aferimento e visualização de problemas pelo pesquisador. Acredita-se, portanto, que a forma mais adequada para uma avaliação e análise de perfis ecológicos, econômicos e sociais, seja através do uso de indicadores. Deponti e Almeida (2001) citam que a idéia de desenvolver indicadores de sustentabilidade surgiu na Conferência Mundial sobre o Meio
Ambiente (Rio-92), conforme registra seu documento final, a Agenda 21. A proposta era definir padrões sustentáveis de desenvolvimento que considerassem aspectos ambientais, econômicos, sociais, éticos e culturais.
Desta forma, a criação de fórmulas para verificações quaisquer, em fenômenos objetos deste estudo, fica comprometida. Indicadores apenas nos apontam probabilidades de algo ser como é, havendo uma margem de risco nas estimativas.
Marzall e Almeida (2000) afirmam que um aspecto determinante é a impossibilidade de determinar a sustentabilidade de um sistema considerando apenas um indicador, ou indicadores que se refiram a apenas um aspecto do sistema. A sustentabilidade é determinada por um conjunto de fatores (econômicos, sociais, ambientais, entre outros) que devem ser contemplados.
É interessante observar o fato de que um índice que virá a compor um indicador, ou mesmo o indicador, se sofrer uma alteração, influenciará radicalmente o conjunto. O pesquisador, ao adequar seu método de pesquisa, deve ser cauteloso e consciente na escolha de pontos que realmente são centrais, buscando desmascarar os fatos.
Marzall e Almeida (2000) explicam que não há indicadores universais, pois estes podem variar segundo o problema ou objetivo da análise. Afirmam ainda que os indicadores devem ser robustos e não exaustivos, ou seja, robustos no sentido de cumprirem com as condições descritas, serem sensíveis e apresentarem condições de mensuração, e não exaustivos referindo-se apenas ao sistema sob análise e considerando os custos e complicações relativas a um monitoramento de um conjunto muito extenso de indicadores.
 ANÁLISE DOS DADOS
Estes sub-componentes por sua vez foram eleitos, levando em conta a importância direta que exercem na vida e no sistema onde estão inseridos os beneficiários do Projeto Papa-Mel. São exemplos de sub componentes o rendimento familiar, destino dos dejetos, cobertura vegetal, custo de vida, organização dos cultivos, etc. Os temas estão distribuídos em três principais dimensões:
a) Dimensão social: temas eqüidade, habitação, saúde, educação, segurança, arranjos institucionais.
b) Dimensão ambiental: temas atmosfera e recursos hídricos, uso do solo, impactos em outros sistemas, saneamento e Indapp – I.
c) Dimensão econômica: temas estrutura econômico custo de vida, padrões de produção e consumo, resiliência econômica, produtividade do trabalho, organização, Idese e IDH.

domingo, 15 de maio de 2011

O Dow Jones Sustainability Index


O crescente aumento populacional e a má estrutura social têm gerado há muito tempo altos índices de criminalidade, grande diferença social entre outros problemas sociais.
Com o desenvolvimento tecnológico e o consumismo desenfreado, o meio ambiente tem sofrido também grandes impactos ambientais.
Hoje já não prevemos mais com tanta certeza as chuvas, secas e mudanças de temperaturas, temos um ar poluído, recursos naturais em processo de escassez entre muitos outros danos causados pelas ações do homem.
Aos poucos o mundo vem despertando para a necessidade de combater os problemas sociais e ambientais. Com essa finalidade criou-se o Índice Dow Jones de Sustentabilidade que disponibiliza listas de empresas que aderem às causas sociais e ambientais.O Dow Jones Sustainability Index analisa as práticas adotadas pelas empresas que tem ações na bolsa de valores, identificando seus resultados e classificando-as como sustentáveis ou não, assim os compradores saberão se estão adquirindo ações de empresas com responsabilidade ambiental e social e quais as vantagens de adquiri-las.
O Dow Jones Index é o índice econômico mundial mais importante, sendo assim, estar em sua publicação como Empresa Sustentável faz valorizar as ações da empresa, uma forma de incentivá-la a dar continuidade às práticas sustentáveis e ainda incentivar outras empresas a adotá-las.
É uma maneira de induzir as empresas a se preocuparem com o meio ambiente e a sociedade, dando a elas maior credibilidade e valor.



Kelly Roberta
15/05/11

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Atingindo a Sustentabilidade Empresarial através de seis passsos básicos

Conhecendo Rosângela Bacima
Rosângela é consultora da Associação ECR Brasil e sócia-diretora da RB - Responsabilidade Business (empresa de consultoria em gestão sustentável).
Através de sua experiência e conhecimentos de sustentabilidade Rosângela definiu seis passos que as empresas devem seguir para atingir a sustentabilidade empresarial:
  • A organização deve se questionar sobre os impactos ambientais e sociais que causa e dar a isso o mesmo valor que dá aos resultados financeiros;
  • Desenvolver uma forma de diminuir, eliminar ou compensar os impactos. Para isso é necessário um estudo da empresa internamente e também do ambiente em que está inserida;
  • Definir a estratégia a seguir e estar ciente de que os resultados não são imediatos, mas aparecem progressivamente;
  • Agir de forma planejada e consistente. O trabalho deve ser contínuo, não bastam ações impulsivas e isoladas;
  • Acompanhar os resultados das mudanças: custos, metas atingidas e impactos no negócio;
  • Buscar coerência nas ações e mantê-las ao longo do tempo. A sustentabilidade é um modelo de gestão que a empresa assume e deve manter.
Aqueles que tomam decisões na organização devem acreditar na sustentabilidade, seus benefícios para a população e para a ermpresa, tanto no modo como é vista pela sociedade quanto pelo valor que a sustentabilidade agrega a seus produtos e/ou serviços, melhorando também os índices financeiros.


Luciana Ferreira

domingo, 8 de maio de 2011

O Administrador

Para que haja Administração sustentável, é necessário haver um administrador. Mas, afinal, o que faz um administrador?
Ele gerencia os recursos da organização, alocando-os de maneira racional conforme a necessidade de cada departamento/atividade.
Um administrador pode atuar em quase todos os departamentos  e em todos os tipos de empresa.
Atualmente o bacharelado em administração é o curso com maior número de matrículas no Ensino Superior, e mesmo com muitos profissionais na área, o mercado absorve a maior parte, principalmente se o profissional se mantiver atento às novidades e se qualificar.
Para quem se interessa pela sustentabilidade empresarial, as instituições de ensino tem oferecido cursos bem específicos. Temos abaixo alguns exemplos:
  • Indicadores de Sustentabilidade Empresarial (extensão) - Faculdade Flamingo S.P
  • Estratégia e Sustentabilidade Empresarial (extensão) - PUC P.R
  • Sustentabilidade na Gestão: Lidando com dilemas na prática (educação executiva) - Insper S.P
      
          Luciana Ferreira

Sustentabilidade Econômica no Setor de Panificação de PE

Pernambuco é o 7º maior produtor do setor de panificação do país.
18 empresas participam do projeto Ecopão, desenvolvido pelo Sebrae.


Em Pernambuco, as empresas do mercado de padarias estão preocupadas com o meio ambiente. A produção de pãozinho é mais limpa, tem economia de energia e o desperdício de matéria-prima acabou. A iniciativa é boa ao planeta e para o faturamento.

Além das belezas naturais, o estado quer também ficar famoso por suas padarias. Em quantidade, Pernambuco é o sétimo maior produtor do setor de panificação do Brasil. São 3,9 mil padarias.

A panificação é um setor importante para a economia local porque gera 90 mil empregos diretos e indiretos. Em Recife, as padarias começam um trabalho de sustentabilidade. A idéia é lucrar sem prejudicar o meio ambiente.

Ao todo, 18 empresas participam do projeto Ecopão, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “A idéia é que, ao mesmo tempo, a gente ajuda o meio ambiente, a gente consiga resultados de redução de custo para a própria empresa. Ou seja, fazer do problema uma virtude”, afirma diz Maurício Corrêa, do Sebrae de PE.

A empresária Leonor Funari nasceu em São Paulo. Ela chegou a Recife em 2002 e investiu R$ 100 mil para montar a padaria. O Sebrae ajudou o negócio a evitar desperdícios. Um exemplo é na venda do pãozinho.

“Eu notava, quando ficava atrás da balança, que as pessoas colocavam três pãezinhos num saco de dez (...) Aos poucos, as pessoas foram se educando e hoje a gente consegue reduzir esse desperdício de saco de papel”, diz Leonor.

A preparação dos pães também mudou. Antes, os padeiros usavam farinha à vontade. Na pressa, 20% do ingrediente caíam no chão. Agora, cada funcionário recebe só uma caixa de farinha por dia e, assim, é obrigado a ficar mais atento.

Para agradar o paladar dos consumidores, a empresária investiu em um produto de origem italiana que nunca havia sido fabricado nas padarias locais: o pão ciabatta. “Nós trouxemos um padeiro de São Paulo, temporariamente, ele ensinou o pessoal daqui a fazer a ciabatta, e hoje na nossa padaria, é nosso carro-chefe”, afirma a empresária.

No setor de congelamento, há outra maneira de economizar: a padaria armazenava um saco com 10 quilos de coxinha de frango. Agora, congela 10 embalagens de um quilo. “Aí eu vou fritando, vou quantificando de acordo com a necessidade que eu tenho. Isso reduziu bastante o nosso desperdício”, diz.

A padaria também tenta evitar o desperdício na casa do cliente. Por isso, fraciona alguns produtos. O tradicional bolo de rolo é vendido em fatias e até o pão de forma tem uma embalagem com a metade do peso. A idéia foi aprovada pela clientela.

“É um bolo pequeno, gostoso, come rápido. Aí a padaria é inteligente. Você volta de novo para comprar rapidamente”, afirma Lúcia Baracho, cliente da padaria.

As mudanças fizeram a padaria diminuir de 10% para 3% a quantidade de sobras.

“O desperdício é aquilo que a gente tem enquanto está preparando o produto. E depois que ele está pronto, (...) não foi utilizado pelo consumidor, isso é recolhido e encarado como perda, como sobra”, afirma Leonor.

Transformação radical
Na padaria de Yolanda Regina Almeida, a transformação foi mais radical. Antes do projeto do Sebrae, os entregadores atravessavam a área de produção para guardar a matéria-prima. Uma reforma acabou com a falha.

“Nós conseguimos colocar o estoque no final da padaria, onde os entregadores de matéria-prima entram só no depósito, não entram mais na nossa área de manipulação”, conta a empresária.
As áreas de produção dos doces e dos pães foram separadas. Com um espaço maior, os
funcionários trabalham mais rápido.

O óleo de cozinha é recolhido e enviado para reciclagem. São 50 litros por mês. O forno a lenha foi desativado. Agora tudo funciona com energia elétrica. E mesmo assim, a conta de luz diminuiu.

“Como essas máquinas foram todas adequadas, adaptadas, elas também passaram a consumir menos energia”, diz Yolanda.

A padaria produz 150 itens diferentes e atende 500 pessoas por dia. A clientela pode levar o pão numa sacola retornável.

As mudanças que reduzem desperdício e ajudam o meio ambiente podem ser feitas em qualquer segmento econômico. “O legal disso tudo é que esse produto, sustentabilidade e eco eficiência, ele é possível de ser replicado em qualquer atividade empresarial e até comunitária. Qualquer pessoa, em sua própria casa, pode experimentar fazer isso e vai obter resultados”, diz Corrêa, do Sebrae.




Uma matéria muito importante para o setor de panificação do país. Pernambuco é o 7° maior produtor do setor de panificação do país com 3,9 mil padarias, e esta tomando uma iniciativa muito importante com o projeto Ecopão, desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae).
As entrevistas com Administradores de panificadoras de PE, mostram que sustentabilidade pode ser ótima para aumentar o faturamento dos negócios, contanto que tenha uma administração ativa.

Por Salatiel P. Junior

EXAME elege o Walmart a Empresa Sustentável do Ano O GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE premiou 20 empresas-modelo em práticas sociais e ambientais durante festa em São Paulo

A subsidiária brasileira da rede de supermercados Walmart foi escolhida a Empresa do Ano pelo GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE 2009. O Walmart se destacou pela contundência de suas ações de sustentabilidade e pela velocidade com que tem promovido uma mudança drástica em diversas áreas de atuação.
 
O Walmart recebeu o prêmio nesta-quarta, durante festa promovida por EXAME em São Paulo. Em discurso, o presidente do Walmart no Brasil, Hector Nuñez, afirmou: "Estamos atrasados para enfrentar as mudanças climáticas. Se não agirmos rápido, há uma possibilidade de a temperatura subir entre 2 e 3 graus até 2050. Milhões ou até bilhões podem se tornar refugiados ambientais. Os países mais pobres serão os mais afetados. Imaginem o impacto de tudo isso em nossa vida e nossos negócios."
 
EXAME também reconheceu o trabalho feito por outras 19 empresas-modelo que procuraram, cada uma a sua maneira, reduzir seu impacto ambiental - e assim garantir a própria longevidade.
 
As 20 empresas-modelo premiadas no GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE
EmpresaComo se destacou
WalmartA subsidiária brasileira da rede de varejo se tornou um exemplo para a matriz ao perceber que o aquecimento global é uma ameaça à perpetuação do próprio negócio
AES TietêPara resolver o problema gerado pela invasão de pescadores em uma de suas áreas, a AES optou por uma saída diplomática, que vai incluir os invasores nos programas sociais da companhia
AlcoaInaugurou em setembro uma mina de bauxita no interior do Pará e aprendeu que a gestão sustentável do negócio depende do diálogo com a sociedade
AmancoPara facilitar a compra de material de construção por consumidores de baixa renda, a Amanco cria um programa em que o cliente, a loja e a indústria saem ganhando
Anglo AmericanPara ampliar suas operações no país, a empresa assume compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa
BradescoCom a ajuda do chamado banco postal, o banco acelera a concessão de empréstimos para a população da base da pirâmide
Brasil FoodsÀ espera da aprovação do Cade, a empresa se prepara para aproveitar as melhores práticas de sustentabilidade da Perdigão e da Sadia
Bunge AlimentosEstá convencendo seus milhares de fornecedores de grãos a preservar o meio ambiente e a respeitar os direitos trabalhistas dos empregados
CoelceA empresa investe em programas para reduzir a conta de luz de seus clientes de baixa renda e recebe reconhecimento internacional
CPFLA CPFL desenvolve um modelo de carro elétrico para reduzir as emissões de carbono e investe em alternativas para diversificar as fontes de energia
EDPA empresa faz uma reestruturação para aumentar sua eficiência operacional e estimular os funcionários a incorporar a sustentabilidade ao dia a dia dos negócios
FibriaResultado da união entre a VCP e a Aracruz, a companhia busca a partir de agora aliar as melhores práticas de sustentabilidade das duas empresas
Itaú UnibancoDepois da fusão que criou o maior banco do país, a instituição trabalha para incorporar a sustentabilidade à cultura da instituição
MasisaDo uso de energia renovável à reciclagem de embalagens, a empresa busca novas tecnologias para provar que é possível produzir painéis de madeira de forma sustentável
NaturaPara detectar falhas, buscar soluções e renovar suas ideias, a Natura investe no contato estreito e colaborativo com seus stakeholders
PhilipsAo investir na produção nacional de equipamentos médicos, a empresa reduz os custos dos produtos em até 40% e promove a modernização de hospitais públicos
PromonResponsável por grandes projetos de infraestrutura em todo o país, a Promon leva programas educacionais para as comunidades afetadas pelas obras
Serasa ExperianA empresa lança relatórios de análise de risco social e ambiental de empresas - as mais responsáveis devem conseguir melhores condições de crédito
Suzano Papel e CeluloseDo desenvolvimento de novos produtos à venda de créditos de carbono, a Suzano traça uma estratégia de longo prazo para aproveitar a economia verde
Tetra PakAo atuar na reciclagem das embalagens que produz, a operação brasileira da Tetra Pak se torna referência para outras unidades do grupo

Copenhague
O GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE foi a primeira publicação brasileira a tratar em profundidade o tema de responsabilidade social. A publicação chegou neste ano a sua décima edição em um momento emblemático. Em dezembro, representantes de 192 países - incluindo o Brasil, os Estados Unidos e a China - estarão reunidos em Copenhague para tentar definir as novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
A relação entre o aquecimento global e as emissões começou a ficar clara com a divulgação de estudo do economista inglês Nicholas Stern, por encomenda do governo britânico. A análise do ex-economista-chefe do Banco Mundial, com mais de 700 páginas, demonstrava que o acúmulo de gás carbônico é a principal causa do aquecimento terrestre e traçava uma correlação direta entre as mudanças climáticas e a economia global.
O texto apontava também que, se as emissões de CO2 continuassem a crescer no ritmo das últimas décadas, o planeta correria sérios riscos de sofrer tragédias ambientais de proporções bíblicas: secas, inundações, furacões e epidemias. No pior cenário traçado por Stern, até 2050 as perdas econômicas do aquecimento global poderiam custar até 20% do PIB mundial - ou 10 trilhões de dólares, num cálculo que leva em consideração os dados de 2009.
Mas nem sempre a redução das emissões teve tanta força na pauta das empresas sustentáveis. Desde que a primeira edição do GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE foi publicada, em 2000 (ainda com o nome de GUIA EXAME DE BOA CIDADANIA CORPORATIVA), as companhias brasileiras atravessaram pelo menos três estágios.
Primeiro foi a era da filantropia, com ênfase em investimentos sociais, como doações e voluntariado. Logo a conversa passou a envolver a ética e a transparência no relacionamento com as partes interessadas - os chamados stakeholders, que incluem de acionistas a consumidores. Mais recentemente, questões ambientais, que sempre foram marginais, afinal passaram a ser cada vez mais conectadas à estratégia. Hoje, o que se vê por toda parte são executivos e empresários discutindo como transformar a sustentabilidade em oportunidade de negócios.
Metodologia
A escolha de todas as empresas destacadas no GUIA EXAME DE SUSTENTABILIDADE segue a metodologia elaborada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. O GVces é responsável também pelo Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, que reúne as empresas listadas na bolsa que se destacam por seu alinhamento estratégico com questões relacionadas à sustentabilidade. A pesquisa - da qual participaram 210 companhias de grande e médio porte de todo o país - considera as principais referências de indicadores de sustentabilidade empresarial no Brasil e no mundo.
A análise teve quatro etapas. Na primeira, as empresas participantes preencheram um questionário, dividido em quatro partes. A primeira aborda questões sobre compromissos, transparência, conduta e governança corporativa. As outras três tratam de aspectos econômico-financeiro, social e ambiental.
As respostas foram analisadas estatisticamente, de modo a selecionar as empresas que tiveram bom desempenho em todas as partes do questionário. Com base nessa análise, uma lista de 32 companhias foi submetida à decisão dos seis membros do conselho deliberativo do anuário, que selecionaram as 20 empresas-modelo desta edição. Finalmente, por meio de um julgamento editorial da redação de EXAME, foi apontada a companhia de maior destaque, a Empresa Sustentável do Ano.

Reportagem Publicada pela revista EXAME online no dia 11/11/2009 21:20